comendo um pouco de tudo.
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domingo, 26 de outubro de 2008

O Menino Lacraia


Era um Menino Lacraia.

Vivia sempre a se esgueirar.

Se ele te morde vai machucar.

Era um Menino Lacraia.


Quando se escondia embaixo do sofá,

Fazia ele se levantar,

Mas ninguém nunca percebia,

Onde ele se escondia.


Passava por baixo da porta,

E deixava ela torta.

Se na parede ele subia,

Quase sempre ela caia.

E quando no teto se pendurava,

A casa logo desabava.


Inseticida não o mata,

Muito menos chinelada.

Ele corre pra se esconder,

E ninguém sabe o que fazer.


Mas tudo o que ele quer,

É encontrar uma mulher,

Que possa leva-lo à praia,

Pois ele é o Menino Lacraia.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sublime Decadência

Outra noite eu vi um castelo construido por mim.
Era apenas um sonho,
Mas não totalmente ilusão.

Eu sei o que é preciso para o que quero construir,
Mas sei que não será tão fácil assim de conseguir.

Um cavaleiro que busca a atenção de uma princesa,
Que não o vê com importância.
Sua armadura está perdendo o briho,
Mas ele não deixará de lutar.

São raras as vezes em que ele vê a Luz que o tirou da cegueira, hoje em dia.
E ele não sabe como aproveitar esses raros momentos.

Tem chovido constantemente.
Uma chuva que ninguém pode ver.

Ele se pergunta por quê chegou antes,
E, mesmo sabendo a resposta,
É difícil aceitar.

Ele deseja ter novamente ao seu lado,
A Luz que o faz tão feliz.

Por vezes, o sonhador se olha no espelho e se dá conta,
Do absurdo daquilo que deseja.
Mas mesmo assim, ele não pensa em desistir,
Pois quando se acredita no que quer,
Jamais se está errado.